sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Época: As provas da JBS....


Alguém acha que vai dar em alguma coisa???

Só tão prendendo ladrões novos (Palocci, Vacarezza, Cunha, Vaceri...). Quero ver se algum juiz é macho se mandar prender o Sarney, Serra, Collor, Barbalho, Calheiros, Moreira, Padilha, Maluf e a corja que rouba o país desde que o José Sarney mandou mantar o Tancredo 'bom velhinho' Neves e assumiu o poder, para patrocinar uma Constituição falha, libertina e permissivista.

domingo, 13 de agosto de 2017

Samarco, tragédia de Mariana e lavrador preso por raspar uma árvore.

Samarco pagou só 1% do valor de multas ambientais por tragédia de Mariana

Ibama e governos de MG e ES aplicaram 68 multas, que totalizam 552 milhões de reais. Apenas a entrada de uma, parcelada em 59 vezes, foi paga. Empresa recorre das outras.

Foto de outubro de 2016 mostra a reconstrução da barragem.

tragédia de Mariana, que deixou 20 mortos e um rastro de lama e destruição ao longo de 600 quilômetros entre Minas Gerais e Espírito Santo, completará dois anos em novembro. Mas, até agora, as principais multas impostas pelos órgãos ambientais dos governos federal e dos dois Estados afetados à mineradora Samarco, dona da barragem que se rompeu, ainda não foram pagas. Das 68 penalidades, que totalizam quase 552 milhões de reais, 67 estão em fase de recurso. Apenas uma, parcelada em 59 vezes, começou a ser quitada: o valor corresponde a 1% do total.
Levantamento do EL PAÍS junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) aponta que o órgão federal aplicou 24 autos de infração à mineradora por motivos ligados ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. A Samarco recorreu de todos: 22 ainda estão na primeira instância administrativa do órgão e outros dois na segunda; se perder nas duas instâncias, a empresa ainda pode recorrer à Justiça, somando suas penalidades à longa lista de multas do Ibama ainda não pagas devido ao grande número de recursos disponíveis.
Ninguém da Samarco foi preso, nem unzinho, presidente, diretor, gerente, engenheiro ou o vigia da barragem. Enquanto isso, no DF:
MEIO AMBIENTE

Lavrador é preso por raspar casca de árvore

Ele usava a casca de árvore para fazer chá para sua mulher, que está doente


O ministro José Sarney Filho (Meio Ambiente) e as entidades ambientalistas Greenpeace e ISA (Instituto Socioambiental) criticaram a prisão, em flagrante, do lavrador Josias Francisco dos Anjos, 58, que, durante dois anos, raspou a casca de uma árvore para fazer chá para sua mulher, que está doente.

Josias raspava a casca de uma árvore chamada almesca, em uma área de preservação permanente que fica às margens do córrego Pindaíba, em Planaltina (a 44 km de Brasília).

O lavrador disse que usava a casca para fazer chá para a mulher, Erotildes Guimarães. Ela tem Doença de Chagas. Josias conta que soube que o chá melhorava as condições dos acometidos pela doença.

Segunda-feira, Josias foi surpreendido com um tiro para o alto, dado por soldados da Polícia Florestal, quando raspava a almesca. Preso em flagrante delito, algemado e levado para a delegacia, o lavrador foi enquadrado na Lei do Meio Ambiente (9.605, de 98).

Segundo o delegado Ivanilson Severino de Melo, Josias provocou "danos diretos ao patrimônio ambiental”, crime previsto no artigo 40 da lei. O delito, inafiançável, é punido com 1 a 5 anos de prisão.

Josias foi colocado numa cela com outros cinco presos, acusados de homicídio e roubo.

O ministro Sarney Filho foi visitar o preso e prestar-lhe solidariedade. Esteve na CPE (Coordenação de Polícia Especializada) ontem à tarde e mandou, depois, uma equipe do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) para estudar providências jurídicas a favor de Josias.

"No Brasil, ladrão de galinha vai preso, mas os grandes criminosos do colarinho branco estão soltos”, disse.

Josias disse que nunca roubou nada. "Eu não sei ler, nem escrever”, afirmou. "Cá na minha ignorância, eu não sabia que era crime tirar raspa de árvore, que foi Deus que fez, para dar chá para minha mulher”.

O lavrador chorou várias vezes. "Estou com vergonha até da minha mulher, por ela ser casada com um homem que já foi preso”. Para Josias, a honra é um patrimônio que a prisão lhe tirou.

Os ambientalistas também protestaram. Desta vez, a favor do acusado. "A gente tem coisa muito mais relevante como as madeireiras dilapidando o patrimônio ambiental dentro de áreas indígenas”, disse Délcio Rodrigues, do Greenpeace.

Segundo ele, o governo admite que 70% da madeira que é removida da Amazônia é retirada de forma ilegal. Rodrigues acredita que é preciso informar às pessoas que raspam cascas de árvores que não o façam circundando todo o tronco, porque pode matar a planta.

"Essa prisão é um absurdo”, disse André Lima, assessor jurídico do ISA. Na sua opinião, deveria haver multa, levando-se em conta a situação financeira do acusado de cometer o crime. "Se não houver nenhum tipo de punição, pode haver efeito multiplicador que danificaria o ecossistema”, afirmou. 
É A CONSTATAÇÃO DE QUE AS LEIS, NO BRASIL, FORAM FEITAS PARA PROTEGER BANDIDOS, CORRUPTOS E PODEROSOS.

Processo criminal

Em 18 de novembro de 2016, a Samarco, suas controladoras Vale e BHP Billiton e a VogBr, além de 22 pessoas, se tornaram rés em um processo criminal que investiga as 19 mortes como homicídio. À época da denúncia, a Samarco disse, por meio de nota, que ainda não havia sido citada no processo, e que o MPF desconsiderou provas que comprovam que a empresa não sabia dos riscos de rompimento de suas estruturas.
Este processo foi suspenso em julho de 2017, após dois dos réus alegarem ilegalidade no período autorizado para a quebra do sigilo telefônico. Sobre a suspensão, a mineradora disse que não iria se pronunciar.

Processos por danos ambientais

Comitê interfederativo - Em março deste ano, a 12ª Vara da Justiça Federal de Minas Gerais homologou em parte o acordo preliminar firmado entre Ministério Público Federal (MPF) e as mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton, permitindo que instituições independentes façam um diagnóstico dos danos socioambientais causados pelo rompimento da barragem de Fundão.
Em julho deste ano, a Justiça Federal suspendeu o processo ambiental até o dia 30 de outubro, prazo para que a Samarco, a Vale e a BHP Billiton cheguem a um acordo com a União e o MPF em relação às medidas que serão tomadas como indenização pelo desastre ambiental.